A inteligência artificial e o ofício de escrever
Sobre máquinas que redigem e pessoas que pensam
Por Marcelo Freitas · 20 de outubro de 2026 · 4 min
Escrever sempre foi um ato de resistência contra o esquecimento. Com a chegada dos modelos de linguagem, surgiu a pergunta inevitável: se a máquina escreve, o que resta ao autor?
A resposta, desconfio, está menos no texto produzido e mais na intenção de quem o assina. A ferramenta muda; a vontade de dizer algo que valha a pena, não.
O que muda de fato
A velocidade. O rascunho instantâneo. Mas a escolha do que dizer — essa continua humana, teimosamente humana.
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